terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O nascimento, um menino, a mãe.

Doce de mãe é calda escura no fogão. Cheiro de mãe é doce de calda. Mãe é um doce caramelado estendido na mesa de domingo.

Domingos são mães estendidas para se relaxar, confiar. Mães são domingos, no meio da semana.

Presença de mãe é sempre, mesmo quando ela não está, mesmo quando ela não é, mesmo quando não se quer.

Calda de mãe é cheiro impregnado no ar.

Mãe faz o pai, mãe faz que faz. Faz doce, faz paz, faz a mesa e desfaz.

Nada preocupa quando mãe está, quando mãe é.


Mãos são mães que asseguram o andar, o fazer, o ninar. Mães são mãos que jamais deixam pra lá.

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